Estudo revela que telas não são única causa de miopia

Pesquisadores explicam que a miopia passa a se desenvolver, quando a baixa luminosidade na retina não gera a chamada “atividade retiniana robusta”

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Há muito tempo se propaga que um dos motivos para o exorbitante aumento de casos de miopia em crianças, adolescentes e jovens, estava diretamente ligado ao tempo de exposição às telas. Contudo, um estudo internacional revelou que essa pode não ser a principal culpada pela situação.

A pesquisa da Universidade Estadual de Nova Iorque foi publicada pela revista científica Cell Reports com uma nova hipótese sobre as origens da miopia. O estudo questiona o motivo que fatores distintos – como atividades que exigem a visão para perto, iluminação interna insuficiente, lentes multifocais, tempo ao ar livre e determinados tratamentos – influenciam o surgimento desse problema ocular, considerado o mais comum no mundo.

Os pesquisadores explicaram que a miopia passa a se desenvolver, quando a baixa luminosidade na retina não gera a chamada “atividade retiniana robusta”, ou seja, compromete o funcionamento intenso e saudável, de forma completa, contribuindo para o desenvolvimento da miopia.

Segundo a oftalmologista e diretora do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, Juliana Guimarães, a retina está no fundo do olho e recebe luz de acordo com a abertura da pupila, possuindo funcionamento similar ao diafragma de uma câmera. “Em ambientes bem iluminados e próximos, a pupila deve se contrair para limitar a luz, enquanto em locais escuros e para focar em objetos distantes, a mesma se dilata, para captar mais luminosidade”, afirma.

Em contrapartida, quando uma fonte de luz é fraca, a compressão pupilar se torna excessiva para distâncias curtas, característica que se torna ainda mais acentuada, quando ocorre de maneira prolongada, algo intensificado à medida que o olho se torna míope.

A análise é reconhecida como uma promessa de novas formas para identificar as origens da miopia e prevenção para a condição com uma reformulação de hábitos visuais e novas alternativas de tratamento – como por exemplo, por meio da exposição segura a iluminação intensa, possibilidade ainda estudada pela equipe.

Fonte: Multi Comunicar/Assessoria de Comunicação

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