Após sete anos, 2.558 dias ininterruptos, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais anunciou o fim das operações na área do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho. Segundo a corporação, mais de 10 milhões de metros cúbicos de rejeito de mineração foram vistoriados. A lama atingiu aproximadamente 290 hectares de aérea, incluindo as instalações da mineradora Vale, imóveis e plantações nas comunidades de Córrego do Feijão e Parque da Cachoeira, além de um longo trecho do Rio Paraopeba.
A operação Brumadinho, considerada a maior da história do país, mobilizou mais de 5 mil militares com apoio de corporações de outros estados. Os trabalhos de buscas contaram também com 32 aeronaves de diversas frentes de segurança, totalizando mais de 1.600 horas de voos, além de 120 máquinas e 68 cães farejadores.
De acordo com os bombeiros, cerca de 100% de toda a área atingida pelo rejeito foi minunciosamente vistoriada. Dois corpos, o do engenheiro mecânico Tiago Tadeu Mendes da Silva e da estagiária Nathália de Oliveira Porto Araújo não foram localizados. Outras 268 vítimas foram identificadas pela Polícia Civil de Minas Gerais.
Mesmo após o encerramento dos trabalhos, o IML – Instituto Médico Legal – ainda continua analisando segmentos corporais encontrados na aérea do rompimento da barragem.
Em um vídeo publicado nesse domingo, 25, data em que completou 7 anos do rompimento da barragem B1, da Vale, na mina Córrego do Feijão, o Tenente Henrique Barcellos, porta-voz do Corpo de Bombeiros, enfatizou o trabalho da corporação. “Fica o sentimento de dever cumprido, de termos honrado o compromisso firmado lá no início. E também renovamos o nosso agradecimento a todos familiares das vítimas, prestando a nossa homenagem. A operação Brumadinho sem dúvidas materializou o nosso propósito de salvar e valorizar vidas”, ressaltou.
