Dois anos após morte de cacique em Brumadinho, família aguarda respostas

Caso envolvendo o líder indígena Merong Kamakã segue sob investigação da Polícia Federal

Compartilhar
Share

A morte do cacique Merong Kamakã completa dois anos neste mês de março e familiares e amigos seguem sem respostas definitivas sobre o caso. O líder indígena foi encontrado morto no dia 4 de março de 2024, aos 36 anos, em Brumadinho e a investigação permanece sob responsabilidade da Polícia Federal.

Mãe do cacique, a líder indígena Katorã afirma que ainda espera esclarecimentos sobre o ocorrido. Segundo ela, o filho tinha um importante trabalho junto à comunidade e sua trajetória, que foi interrompida de forma abrupta. Desde então, a família questiona a hipótese inicial registrada como suicídio.

Katorã diz que as circunstâncias do local em que o corpo do filho foi encontrado levantam dúvidas sobre a possibilidade de que Merong tenha tirado a própria vida. Ela conta ainda que o líder indígena vinha recebendo ameaças no período que antecedeu o episódio.

Desde a morte do líder indígena, familiares e aliados relacionam o episódio à atuação de Merong em defesa dos territórios tradicionais. Merong Kamakã pertencia ao povo Pataxó-hã-hã-hãe e integrava a sexta geração da família Kamakã Mongoió. Ele era reconhecido pela atuação na defesa dos povos originários e pela liderança na retomada do Vale do Córrego de Areias, em Brumadinho.

O líder indígena deixou dois filhos, que, assim como familiares e amigos aguardam um desfecho para esta história.

Foto: redes sociais

Compartilhar
Share