A Justiça Federal de Minas Gerais recusou os pedidos de tentativas de adiamento das oitivas no processo criminal sobre o rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho. Um deles era da defesa de Chris Peter Meier, gerente da Tüv Süd no Brasil e gestor da consultora na Alemanha à época do desastre. O outro era dos advogados de André Jum Yassuda, Makoto Namba e Marlísio Oliveira Cecílio Júnior, também ligados à empresa Tüv Süd, que assinava os laudos de estabilidade da estrutura. Apesar dos pedidos, a juíza Raquel Vasconcelos Alves de Lima indeferiu e manteve o andamento da audiência.
A magistrada destacou que o intervalo superior a 120 dias entre a publicação da decisão que fixou o calendário de audiências e a realização da primeira sessão foi tempo foi suficiente para que as defesas definissem teses e estratégias. A juíza registrou em ata que indeferiu o pedido de adiamento com base em que a simples impetração de habeas corpus, ainda sem decisão liminar, não impede a realização da sessão.
Nesta semana, a Justiça Federal deu início à fase de instrução do processo criminal, em que 17 réus, além de sobreviventes, peritos, bombeiros e familiares das vítimas estão sendo ouvidas. O calendário do processo prevê a realização de 76 audiências entre fevereiro de 2026 e maio de 2027. Nesta sexta, 27 de fevereiro, uma nova audiência deve ocorrer na sede do TRF-6, em Belo Horizonte.
Foto: TRF-6
