Terminou nesta quinta-feira, 28, as audiências no Tribunal Distrital de Munique, na Alemanha, para discutir as responsabilidades da empresa TÜV SÜD sobre o rompimento da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, ocorrido em 2019, que matou 272 pessoas e causou um rastro de destruição ambiental no município e na bacia do Rio Paraopeba.
Durante três dias, entre 26 e hoje, 28, a Corte Alemã ouviu um perito nomeado pela própria justiça alemã, que apontou a aplicabilidade da lei brasileira sobre a tragédia. As audiências foram acompanhadas pelo prefeito de Brumadinho, Gabriel Parreiras, pelo secretário municipal de Administração, Cleisson Santos e pelo procurador do município, Dalvo Bemfeito, além da prefeita de Mário Campos, professora Andressa.
O prefeito de Brumadinho, Gabriel Parreiras falou sobre a expectativa na Corte Alemã. “Saímos daqui com a esperança de que a Justiça Alemã vai reconhecer a responsabilidade da empresa TÜV SÜD sobre a tragédia em Brumadinho. Vamos continuar lutando para que a justiça seja feita e que os culpados sejam penalizados pelo crime da Vale,” ressaltou.
O procurador do município, Dalvo Bemfeito, também comentou sobre as audiências. “Estamos na expectativa de que sejam marcadas novas audiências para o final deste ano ainda ou, no mais tardar, para o primeiro trimestre do próximo ano. Nós sabemos que estamos “lutando” contra uma empresa muito forte aqui na Alemanha. Mas, estamos certos de que a TUV SUD é tão responsável quanto à Vale. Ambas, conjuntamente, foram responsáveis pela morte de 272 vidas. Ambas são responsáveis por todos os efeitos colaterais advindos do crime em nosso município,” destacou.
Os atingidos cobram uma indenização de aproximadamente 3,2 bilhões de reais. A TÜV SÜD nega responsabilidade pelo rompimento da barragem e sustenta que uma vistoria realizada por autoridades, em novembro de 2018, três meses antes do crime socioambiental, confirmou a solidez da estrutura, atestada em laudo.
