Câmara Mineira do Livro prepara 8º Salão do Livro Infantil e Juvenil de Minas

Evento acontece de 22 a 26 de setembro, na Biblioteca Pública Estadual, na Praça da Liberdade e reunirá literatura, educação e mais de 70 atividades m bate-papos, oficinas e contações de histórias

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Belo Horizonte será palco, entre 22 e 26 de setembro, na Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, na Praça da Liberdade, do encontro de escritores, leitores, educadores, artistas e famílias durante o 8º Salão do Livro Infantil e Juvenil de Minas. Promovido pela Câmara Mineira do Livro, o evento terá cinco dias de programação voltada à literatura, à formação de leitores e à aproximação de diferentes gerações por meio dos livros.

Com o tema “Ler para reconhecer – quem veio ontem e quem é de hoje”, a edição estabelece um diálogo entre literatura e educação e homenageia o escritor e educador mineiro Bartolomeu Campos de Queirós, autor de mais de 60 livros e do Manifesto por um Brasil Literário. Sua obra, marcada pela memória, pela infância e pela defesa da literatura como direito, atravessa diferentes momentos da programação.

O contador de histórias Gugu Barba Verde apresenta as “Leituras de Bartô”, levando ao público frases, versos, trechos e pensamentos do escritor. O legado de Bartolomeu também será tema de debates, contações e encontros como “Bartô, muito além do direito universal à literatura”, “O legado de Bartô para os jovens leitores” e “Bartolomeu Campos de Queirós na Coleção BH Perfis”.

Lavínia Rocha é destaque da edição

A escritora e educadora Lavínia Rocha também ganha espaço especial no Salão, com atividades que dialogam com literatura, educação, identidade e valorização das culturas africanas.

No dia 22, às 9h20, ela participa do encontro “O que você pensa quando digo África?”, com mediação de Bárbara Vee. Na quinta-feira, 24, às 8h30, integra “O que Mama África quer de nós?”, mediado por Cláudia Magno. No mesmo dia, às 15h10, os Arautos da Poesia celebram Lavínia e a obra de Bartolomeu Campos de Queirós em “A poesia em nós”.

A ancestralidade também estará presente em atividades como “Ouçam as Áfricas dentro de nós!”, com Cláudia Magno; a oficina “Kilombo literário – como criar uma biblioteca ancestral”, com Poliana Ramos; e a roda de capoeira literária com Olegário Alfredo e Daniel Fiúza.

Cinco dias de programação

A programação começa na terça-feira, 22, às 8h30, com atividades simultâneas no Teatro Bartô de Histórias, Biblioteca Infantil e Tenda da Imaginação. O bate-papo “Os que vieram antes nos escrevem” reúne Lilia Martins, Júlia Drummond e Ariele Santos, enquanto outros espaços recebem oficinas e contações de histórias.

A abertura oficial será às 10h10, com representantes da Câmara Mineira do Livro, curadoria, produção do Salão, poder público, instituições parceiras e convidados. Ao longo do dia, escritores, ilustradores e contadores de histórias participam de diferentes encontros. Às 19h, Charles Paiva lança o livro Arte, um projeto possível.

Na quarta-feira, 23, literatura, ilustração e quadrinhos dividem espaço com discussões sobre formação de leitores. Entre os destaques está o debate “Crianças, é possível fazer ler o adulto? Importância da educação leitora”, com Daniela Zupo, José Carlos Aragão e Roberto Freitas. À noite, às 19h30, haverá apresentação do Coral dos Desafinados.

A quinta-feira, 24, será marcada por poesia, ancestralidade, cordel, escrita e ilustração. A programação inclui ainda lançamentos de livros e, às 19h30, o encontro “Escrever, ilustrar, editar e contar: o caminho do livro para crianças”, com Marcos Roberto Nascimento e Lourdinha Mendes.

Na sexta-feira, 25, ciência, futebol, música e literatura se encontram. O dia começa com “O legado de Bartô para os jovens leitores” e segue com atividades como “E se fôssemos todos cientistas?” e “Meninas boas de bola e de leitura”. À noite, o Clube dos Escritores BH celebra Bartô.

O encerramento acontece no sábado, 26, com programação para crianças e adultos. Entre as atividades estão oficinas de poesia, roda de capoeira literária, lançamentos, contações de histórias e o encontro “Bartolomeu Campos de Queirós na Coleção BH Perfis”.

Literatura como caminho

Com mais de 70 atividades, o Salão reafirma a bibliodiversidade como um dos pilares de sua proposta, aproximando crianças e jovens de diferentes autores, gêneros, personagens, linguagens e formas de contar histórias.

Mais do que uma feira de livros, o evento propõe uma experiência de convivência com a literatura. Ao reunir escritores, ilustradores, contadores de histórias, educadores, artistas, crianças, adolescentes e famílias, o Salão transforma a Biblioteca Pública em território de imaginação, memória, diversidade e descoberta.

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